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	<title>°° Em Movimento Produções °°</title>
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		<title>Errata</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Não quero deixar ninguém confuso, mas quero que saibam que estou aqui meio que como um juiz numa partida de futebol. Não torço para nenhum dos lados. Pra provar isso, resolvi escrever, digamos assim, a outra parte sobre o que falei antes.
Venho percebendo os discursos de alguns programas, livros, textos e artigos falando sobre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Não quero deixar ninguém confuso, mas quero que saibam que estou aqui meio que como um juiz numa partida de futebol. Não torço para nenhum dos lados. Pra provar isso, resolvi escrever, digamos assim, a outra parte sobre o que falei antes.</strong></p>
<p>Venho percebendo os discursos de alguns programas, livros, textos e artigos falando sobre os relacionamentos. Todos possuem uma visão ‘psicanalítica’ anti-romantismo, ou seja, escrevem em letras garrafas: CAIA NA REAL QUE AS COISAS MUDARAM! É preciso novas regras para se fazer um relacionamento no modelo antigo, caso contrário ele não se mantém. Vemos pessoas pipocando em todos os lugares buscando e falando sobre fórmulas racionais, sobre individualidade e individualismo. Mas na prática não é nada disso que acontece. As pessoas tendem a se fundirem e o individualismo é categorizado como egoísmo, ou seja, uma visão antiga que diz respeito ao medo de se perder ou perder o outro. Talvez isso faça parte da cultura latina da posse.</p>
<p>Estamos tentando pegar o retorno e nos relacionarmos de outra forma: mais aberta. Mas há quem não acredite que a geração dos anos 70 ou 80 esteja preparada para esse tipo de relacionamento. Não porque não querem, mas por uma construção de anos de crenças e valores sobre o amor romântico. Talvez esse lema da individualidade possa funcionar nessa geração que tá ai, dos 20 e poucos anos ou então nos mais velhos, aqueles que já tiveram seus filhos, já foram casados e não querem se fundir com mais ninguém. Estão cansados.</p>
<p>De resto, e lembremos que toda regra tem sua excessão, vemos um bando de pessoas perdidas, se queixando das mesmas coisas. Tentando achar uma forma de questionarem os relacionamentos para que eles sejam mantidos. Querem alguém mas não sabem quem, como e, se duvidar, nem o porquê. Confusas, vão buscar nas leituras qual seria a melhor saída. É preciso achar alguma resposta para tantas perguntas.</p>
<p>Na verdade, e por mais que busquem, ainda não acharam uma fórmula para isso. Percebo pessoas indo atrás de teorias porque na prática estão sem saber o que fazer. É exatamente por isso que livros, artigos e programas enchem as prateleiras, as grades nas televisões e nossas tardes ou noites solitárias enquanto esperamos pelo descobrimento do que seria a formatação do relacionamento e felicidade ideais. Então, se Freud se perguntou uma vez o que as mulheres querem, eu me pergunto hoje o que as pessoas querem?</p>
<p>O meu propósito, o que vim questionando nessas duas colunas, é afirmar que os valores mudaram, mas como vamos mudar tão rápido crenças construídas ao longo desses anos? Não devemos ficar só com a parte de fora, com as regras de relacionamentos. Não temos como esquecer das coisas que foram construídas ao longo das nossas vidas e estão impressas na gente. Não devemos e não podemos. É preciso mais. Sei da necessidade de nos adaptarmos, mas acontece que, ainda assim, têm coisas que fazem parte da nossa essência, da construção da nossa personalidade. Como já dizia um professor da época da faculdade: somos seres bio-psico-sociais. Não podemos ficar só com o social por que seria filosofar demais.</p>
<p>Ler um texto e refletir sobre ele é pensar sobre um assunto. Trazer a leitura para o dia a dia é mais do que ler. É se encaixar no que foi escrito, é ser descoberto nas palavras e não o contrário. Quando as palavras descobrem você, o texto pode fazer com que reflita pois algumas frases ficam marcadas. Mas se é você quem descobre o texto, parece que ele foi escrito por você ou para você. Ele já faz parte da sua crença e encaixa naquilo que já era seu.</p>
<p>Hoje, muitos estão lendo, achando até bonito, acreditando naquilo, mas não conseguem sentir. Ai, nada feito. As palavras são levadas pelo vento por não ser possível sentir as próprias crenças traduzidas nas verdades pseudo-romanceadas. E quem será que se beneficia com isso? Vale lembrar que hoje ainda tudo é muito relativo. Não temos muitas respostas, ou seja, pode funcionar e não funcionar.</p>
<p>O que sabemos é que o mito do amor romântico trouxe muito sofrimento para a nossa geração. As crianças há poucas décadas atrás casavam as suas Barbies. Tais brincadeiras foram construídas junto com toda uma ideologia. Como tirar uma crença assim porque alguém disse que hoje ela é disfuncional? Que se relacionar assim ou assado é que será a chave do sucesso para que o número de divórcio diminua? Se o vilão é a individualidade, se é o egoísmo, se é o consumo, se é a ignorância&#8230; Porém existem excessões e formatar todos é fazer bolos pré-moldados para serem vendidos numa padaria qualquer.</p>
<p>Tem pessoas que estão cansadas de se fundirem com o outro e estão precisando do individualismo para se relacionarem como uma forma de defesa, o que também não é nem um pouco saudável. Mas se fundir com o outro também não é errado. Talvez algumas pessoas já estejam cansadas e estão de “altos”, só querem um pouco de liberdade. Outras pessoas não são adeptas a esse tipo de relacionamento e querem “colar” com alguém.</p>
<p>Alguns autores acreditam nesse tipo de sentimento e de emaranhamento como um mito. Um mito que faz com que algumas pessoas sofram e outras passem horas pensando sobre o assunto. Enquanto houver corações e vontades que possamos perceber as diferenças de atitudes e que tenhamos a liberdade de nos relacionarmos com aquelas em que acreditamos.</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #ffff00">* * * * * * * *</span></p>
<p style="text-align: center">Quer sugerir um tema? Envie opiniões, críticas e sugestões de temas para: consultoriodesexologia@gmail.com</p>
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		<title>QUINT&#8217;ALL NA MELT 02-09</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 12:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tercane</dc:creator>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[PROGRAMAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[QUINT&#8217;All ( todas as Quintas )
NO BAR:
BANDA BEELIV, formada por Virginia (Bee) e Olivia (Liv) Drumond, junto com seu pai, o produtor musical Alan Pratt, trazem ao público uma nova sonoridade. As irmãs se completam no palco juntando suas vozes ao violão de Alan, formando assim um som encantador e original. Com influências de Beatles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>QUINT&#8217;All ( todas as Quintas )</p>
<p><strong>NO BAR:</strong><br />
<strong>BANDA BEELIV</strong>, formada por Virginia (Bee) e Olivia (Liv) Drumond, junto com seu pai, o produtor musical Alan Pratt, trazem ao público uma nova sonoridade. As irmãs se completam no palco juntando suas vozes ao violão de Alan, formando assim um som encantador e original. Com influências de Beatles e James Taylor a Jason Mraz e Ben Harper e muitos outros&#8230; O repertório de seu show traz o melhor do Rock`n Roll clássico + Atual da música Pop em versão acústica. Show imperdivel e contagiante!</p>
<p><strong>NA PISTA:</strong></p>
<p><strong>ABRINDO: ADRIANO DJ</strong></p>
<p><strong>SHOW: JÚLIO SERRANO &amp; BANDA</strong>, sua temática explorada é misturar elementos do Rap, R&amp;B, Reggae, Folk, e Soul, finalizados por um tempero genuinamente brasileiro. Agregando suas características pessoais a essa mistura de estilos, de musicalidades distintas, um novo conceito se forma e se confirma em suas composições autorais e nas interpretações de músicas de outros artistas, sempre recorrentes em seus shows, buscando transmitir diversão, entretenimento e conhecimento ao seu público. SEU repertório do show é composto por vários sucessos antigos e atuais, de artistas consagrados da cena Hip-Hop e R&amp;B internacional, como 2pac, Notorious B.I.G., Akon, Snoop Dog, Dr. Dre, The Roots, 50cent, Natte Dog, Rihanna, Mike Jones, Plies, R. Kelly, Jay-Z, India Arie, Mario, Kanye West, T-Pain, Estelle, Mary J. Blidge, Eve, Chris Brown, Lil’Wayne, Wyclef Jean, Bob Marley, Lauryn Hill, Fugees, Loyd Banks, Craig David, Diddy, TLC, Ne-Yo, Stephen Marley, Damien Marley, Jarule, Busta Rhymes, dentre outros expoentes da música negra internacional interpretados de maneira diferenciada, mesclando rimas autorais, e interação constante com o público, levando o ouvinte a uma atmosfera de conforto, paz, equilíbrio e felicidade durante as apresentações, onde o público participa ativamente.</p>
<p>JÚLIO SERRANO &amp; BANDA</p>
<p>CONFIRA:<strong> http://www.julioserrano.com.br</strong></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">DEPOIS O NOSSO DJ DA NOITE, DJ NINO, CONTINUA A FESTA COM MUITO HIP HOP!!</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">IMPERDÍVEL!!!</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.tercaemmovimento.com.br/site/noticias/quintall-na-melt"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></span></span></p>
<p><strong>NA LISTA ATÉ 00HS</strong>:<br />
MULHER VIP<br />
HOMEM R$20<br />
NOMES PARA: <span style="color: #800000;">listaquintall@gmail.com (((ATÉ 21H DO DIA DO EVENTO)))</span></p>
<p><strong>ATENÇÃO:</strong><br />
A ENTRADA PELA COZINHA DE CLIENTES ESPECIAIS  FOI CANCELADA DE ACORDO COM UMA DECISÃO DOS DONOS DA CASA E DOS PRODUTORES DO QUINTALL, ONDE SÓ OCORRERÁ PELA PORTA PRINCIPAL. PEDIMOS QUE COMPREENDAM E NOS AJUDEM CHEGANDO CEDO E EVITANDO FILAS INDESEJÁVEIS.</p>
<p>VEJA AS FOTOS DO EVENTO NO <strong>ORKUT</strong> E NO <strong>FACEBOOK</strong> &#8220;QUINTALL&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="attachment wp-att-2178 aligncenter" src="http://www.tercaemmovimento.com.br/site/wp-content/uploads/quintall-web.jpg" alt="quintall-web" width="394" height="1181" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; top: 228px; left: -10000px;">compositor e produtor gaúcho, que<br />
resgata a soul music produzida no Brasil nos anos 60 e 70, um dos<br />
períodos mais ricos da música brasileira, que revelou nomes como:<br />
Wilson Simonal, Tim Maia, Jorge Benjor, Cassiano, Carlos Dafé e<br />
Hyldon. Seu show já passou com destaque por cidades como Lisboa, Rio de<br />
Janeiro, São Paulo e Brasília, apresentando composições inéditas do CD<br />
“Supersoul” e clássicos da black music, prestando uma homenagem aos<br />
grandes nomes do gênero no Brasil.</div>
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		<title>EMSC 07 de Setembro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 22:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tercane</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ronan Horta apresenta:
EM MOVIMENTO SOCIAL CLUB na REPÚBLICA LIVRE DE IPANEMA
O MAIOR ESCAMBO CULTURAL DO RIO DE JANEIRO!!!
Confira a programação da semana e venha curtir arte, cultura, música, informação e gente inteligente:
21 às 22h: Aula de Dança (com professores da Academia Anna Moura)
22:15h: CURTA Futuro Ex (de Marcus Jardym)
22:45h: Poesia Festival Express
23:00h: TERSEXY Ana Brandão
23:30h: ESQUETE Sandro Matos
00:00h: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ronan Horta apresenta:</p>
<p>EM MOVIMENTO SOCIAL CLUB na REPÚBLICA LIVRE DE IPANEMA</p>
<p>O MAIOR ESCAMBO CULTURAL DO RIO DE JANEIRO!!!</p>
<p>Confira a programação da semana e venha curtir arte, cultura, música, informação e gente inteligente:</p>
<p><strong>21 às 22h:</strong> Aula de Dança (com professores da Academia Anna Moura)<br />
<strong>22:15h:</strong> CURTA Futuro Ex (de Marcus Jardym)<br />
<strong>22:45h:</strong> Poesia Festival Express<br />
<strong>23:00h:</strong> TERSEXY Ana Brandão<br />
<strong>23:30h:</strong> ESQUETE Sandro Matos<br />
<strong>00:00h:</strong> SHOW com Ronan Horta &amp; Os Legumes Psicodélicos<br />
<strong>01:00h:</strong> DJ Residente Maurício Baia<br />
Exposição FAVELA À VISTA de Levi Ricardo</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><strong> </strong></strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">DOSE DUPLA DE CERVEJA ATÉ ÀS 00H!</span></strong></p>
<p><strong>Maiores Informações</strong>: (21) 9322-2297 &#8211; Fale com a nossa produção</p>
<p><strong>Lista Amiga</strong>: <span style="color: #800000;">listaemmovimento@gmail.com</span><img class="attachment wp-att-2228 aligncenter" src="http://www.tercaemmovimento.com.br/site/wp-content/uploads/29-06-10-web.jpg" alt="29-06-10-web" width="0" height="0" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="attachment wp-att-2357 aligncenter" src="http://www.tercaemmovimento.com.br/site/wp-content/uploads/emsc-07-09-web.jpg" alt="emsc-07-09-web" width="600" height="849" /></p>
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		</item>
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		<title>Tudojuntoemisturado</title>
		<link>http://www.tercaemmovimento.com.br/site/ana-paula-veiga/tudojuntoemisturado</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 13:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Um tempo atrás, não vamos entrar em números, vi uma entrevista com o Pedro Bial em que ele falava sobre a sua crença de que para um relacionamento homem e mulher dar certo um deve tratar o outro como se trata o melhor amigo. Uma idéia bastante interessante, não?
 
Vamos aos fatos. Se você chama seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Um tempo atrás, não vamos entrar em números, vi uma entrevista com o Pedro Bial em que ele falava sobre a sua crença de que para um relacionamento homem e mulher dar certo um deve tratar o outro como se trata o melhor amigo. Uma idéia bastante interessante, não</strong><strong>?</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong> </strong></p>
<p>Vamos aos fatos. Se você chama seu melhor amigo pra ir ao cinema ou então pra tomar um chopp e ele diz que vai ter que levar o carro pra lavar, que precisa voltar pra casa porque o papagaio está sozinho, que vai almoçar com a mãe, ou qualquer outra coisa não tão <em>importante</em>, tudo bem, marcamos outro dia então. Você não perde a vontade de ir ao cinema ou tomar um chopp, e dependendo da situação pode até ligar pra outro amigo ou checar os emails, tirar uma soneca, zapear a tevê, passear com o cachorro&#8230;</p>
<p>Mas se esse melhor amigo se transforma em namorado (a) e o coitado (a) precisa responder pela vontade alheia, ou seja, se você quer ir ao cinema na hora do futebol, dane-se o futebol. Não vamos dar crédito ao meu exagero, mas que em alguns relacionamentos é assim que acontece ninguém pode negar. E na minha opinião acho muito cansativo aquelas namoradas que acreditam que prova de amor é o fulano deixar de sair com os amigos pra ficar em casa vendo novela, ou então o namorado que acha que sua cara metade precisa ficar sentada na primeira fila enquanto ele está disputando o campeonato de futebol de rua. E não, não nasci no México.</p>
<p>Também não estou abrindo uma campanha contra o romântismo. Ele existe (ainda bem) e é válido. Sei que essa é uma palavra que os homens não gostam mas é muito fofinho quando tudo o que você quer é chegar em casa do trabalho e ver a novela abraçadinha ou quando o que mais gostaria é de ter alguém na torcida, te empurrando, no início ou no final do campeonato, na base do grito.</p>
<p>Mas, vamos salvar a individualidade (individualidade, pros desavisados, é diferente de egoísmo) e permitir que o outro tenha o seu espaço. Individualidade não deve ser confundida com individualismo. Enquanto o primeiro me distingue, o segundo me conduz ao egocentrismo. Ou seja, vamos com calma. Individualidade não precisa ser coisa que ameace, mas que enriqueça. É certo que hoje estamos menos dispostos a fazer concessões devido a cultura em que estamos inseridos e o que vemos é a transformação do individualismo respingando nas relações contemporâneas. É preciso inclusive tomar o cuidado pra não se perder com essas duas palavras – individualidade e individualismo &#8211; sob a pena de afundar o relacionamento, transformando a relação em um ringue onde de um lado apresenta-se a busca pela individualização e do outro a dificuldade na construção de um “nós”.</p>
<p>Homens e mulheres se unem por amor, mas amor não é posse. É importante construir um espaço para destacarem as singularidades, para que possa haver trocas, parcerias e aceitação mútua. O plural transforma as suas 24 horas em nossas e os verbos deixam de existir no singular. Psicanalistas adoram falar que é uma tentativa de retorno ao útero: um ambiente protegido onde, ligado à mãe estaria imune de qualquer ameaça. Como meu objetivo nao é entrar em nenhuma teoria, volto pro dia a dia e percebo que muitos relacionamentos perdem a autonomia de ver um filme, por exemplo, onde muitas vezes, uma resposta não pode ser baseada em um acalentador sim ou um não. É preciso pensar, medir, calcular variáveis, incluir o outro na sua escolha. Claro, obvio, evidente e esperado. Pensar no outro é agradável, simpático e desejavél. Mas pensar no outro é uma coisa, incluir o outro no seu poder de decisão ou ser incluida na decisão alheia é outra. Entendem a diferença?</p>
<p>Perder a individualidade é por vezes sobrecarregar o outro. Ninguém é auto suficiente, mas pode ser o bastante, ou seja, lápis e papel na mão: primeiro você precisa estar bem consigo para poder estar bem com o outro. Tem um ditado que nos diz que cuidando do nosso jardim, as borboletas chegam até ele. Cuide de você, espere elas chegarem e aproveite a estadia.</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #ffff00">* * * * * * * *</span></p>
<p style="text-align: center">Quer sugerir um tema? Envie opiniões, críticas e sugestões de temas para: consultoriodesexologia@gmail.com</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais uma dose, por favor</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 01:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Por vezes fico viajando na internet. Começo num site e quando vou ver já estou em uns tantos, lendo sobre diversos assuntos. Quem mandou fazer da sexualidade um assunto tão interessante? Foi num desses dias que estava no BBC e vi uma pesquisa que me chamou atenção. Um estudo publicado nos Estados Unidos afirma que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Por vezes fico viajando na internet. Começo num site e quando vou ver já estou em uns tantos, lendo sobre diversos assuntos. Quem mandou fazer da sexualidade um assunto tão interessante? Foi num desses dias que estava no BBC e vi uma pesquisa que me chamou atenção. Um estudo publicado nos Estados Unidos afirma que a chave para os casamentos felizes é o sofrimento. Sim, devemos aceitar que se relacionar inclui um sabor amargo.</strong></p>
<p> </p>
<p>Conforme fui lendo a matéria pude entender melhor o que ela queria nos dizer. Afirma que a criação atual das histórias de amor revela uma ilusão de que se pode construir um relacionamento perfeito. Para isso bastaria que nos esforçássemos o suficiente já que um tanto de esforço merece um tanto de gratificação. Acontece que tal fato contribui para a criação de uma barreira para lidar com os problemas do dia-a-dia.</p>
<p>Ou seja, receitinha para um relacionamento saudável: entre de cabeça entendendo que perfeição não existe. Começando por você (ok. Respire fundo e entenda: você também não é perfeito) e passando pelo seu relacionamento. Assim, ao invés de não querer ver as diferenças, o ideal é que se perceba desde cedo onde é que o bicho pega e o que os parceiros podem fazer para usarem a diferença a favor do relacionamento. A idéia não é eliminar o sofrimento, algo impossível para a humanidade pelo menos por enquanto, mas buscar entender as aflições de uma forma pacífica e compreensiva.</p>
<p>Para isso é preciso que cada um se afaste da busca pela perfeição e aceite a existência das crises dentro de uma relação. Fazendo isso, você estaria perto do que eles chamaram de aceitação atenta. Nada mais do que a compreensão de que enquanto alguma dor é inevitável, o sofrimento de lutar contra o que não podemos mudar não é.</p>
<p>Vocês já perceberam que quando se é criança parece que algumas coisas são mais fáceis? Desculpe-me a comparação barata mas são muitos os que, como cachorros, se divertem com uma simples voltinha pelo quarteirão. Conforme crescemos é que vamos nos anestesiando para algumas sutilezas. Aprendemos com verdadeiro apego e afinco a lição sobre ter cautela. Se antes tínhamos espaço nas agendas para nos apaixonarmos, fechamos o espaço em nossos corações e paramos também de aceitar as diferenças. Então, será que compreensão é um conceito infantilizado e que não faz parte da vida adulta? Se a resposta for sim, espero que ninguém seja tão maduro a esse ponto.</p>
<p>A angústia faz parte da essência humana. E nos relacionar muita vezes fará com que nos encontremos de frente com ela. Além de outras coisas, os relacionamentos confundem e criam imagens falsas. Exatamente por isso que é preciso desmontar os cenários construídos para que se possa descobrir as distorções. Só não vale ficar guardando caixão, convencido de que a infelicidade deve ser preservada a qualquer custo. Acredite. São muitos os que perdem os objetivos desde que não percam seus hábitos. Dessa forma, bastam-se no sofrimento para que não sejam surpreendidos pelo prazer.</p>
<p>É preciso desconstruir a crença da metade da laranja e deixar que cada um construa a sua própria e os dois juntos uma terceira. Eu disse juntos, com as dificuldades presentes e não achando que cada mal estar revela que o relacionamento não dará mais certo, que o melhor caminho é a separação, que há alguém na medida dos seus sonhos ainda te esperando e que você precisa ir atrás dele antes que canse de te esperar. Mas antes de sair à caça, pare e pense um pouquinho: O que você quer encontrar e porque de fato não consegue?</p>
<p>Qualquer relacionamento saudável tem suas desavenças e sempre que puderem ser vistas como uma forma de crescimento e ajustamento, elas poderão fazer com que ele se desenvolva e se fortifique. Para isso, basta que não entenda as diferenças como algo que vai contra suas teorias, histórias ou ideais. É preciso sentir ou quem sabe até mesmo voltar a ser criança.</p>
<p>Caso queiram ler a matéria na íntegra, deixo o link para vocês: <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070601_casamentoinfeliz_is.shtml"><span style="color: #000000">http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070601_casamentoinfeliz_is.shtml</span></a></p>
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<p style="text-align: center"><span style="color: #ffff00">* * * * * * * *</span></p>
<p style="text-align: center">Quer sugerir um tema? Envie opiniões, críticas e sugestões de temas para: consultoriodesexologia@gmail.com</p>
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		<title>Descompasso</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 15:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Você não tem grandes queixas e nem mesmo o outro na sua cama, certo? Tá, tá. Não precisa responder. Já sabemos que se o seu relacionamento está rotineiro provavelmente até papai e mamãe estão demorando a fazer uma visitinha.
 
Se no início tudo o que vocês buscavam era um canto para fazer de cama, com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Você não tem grandes queixas e nem mesmo o outro na sua cama, certo? Tá, tá. Não precisa responder. Já sabemos que se o seu relacionamento está rotineiro provavelmente até papai e mamãe estão demorando a fazer uma visitinha.</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong> </strong></p>
<p>Se no início tudo o que vocês buscavam era um canto para fazer de cama, com o passar do tempo ela pode deixar de ser um atrativo sexual e voltar a ser o lugar de dormir e só. É quando as relações ficam rarefeitas e servem somente para saciar o desejo. Nessa o romantismo vai embora e a transa só acontece aos finais de semana, com horário marcado e tempo pré-estabelecido.</p>
<p>O que aconteceu se antes vocês não eram assim? Os dois estão sempre ali, todos os dias da semana e porque nada acontece? Pode parecer um paradoxo, mas quanto mais tempo se tem com o outro parece que menos se gasta com o sexo.</p>
<p>Lá no início, vive-se um tempo de descobertas, de carinho, de conhecimento. Os parceiros buscam ser atraentes para o outro, fica mais fácil acender o fogo. Mas quando a conquista está garantida e entende-se que já se conhece as preferências alheias, o casal entra numa sexualidade puramente mecânica, quase involuntária. Efeito colateral: rotina sexual. Rima mas não é nada interessante para o relacionamento.</p>
<p>Se a rotina nos faz mal ela já deveria ter sofrido alguma mutação genética, certo? Mas não é assim que acontece. É inevitável, ela sempre chega e quando não, até nós mesmos vamos atrás. Ela traz segurança, intimidade e um certo conforto. E não precisa ser uma visita negativa. A rotina liga o nosso piloto automático e permite que façamos algumas coisas sem pensar: é a hora em que acordamos, o caminho que pegamos pro trabalho, o horário que almoçamos. Palavrinha útil em muitas situações mas um balde de água fria quando se trata de sexo. Isso porque o desejo está interessado nos lugares que ele ainda não foi ou não conhece.</p>
<p>Claro que o dia a dia vem com as contas, o chefe, a família e, as vezes, os filhos. Não tem tesão que aguente. As preocupações do dia a dia invadem a casa de todos e deixar se levar pela rotina é fácil, mas não, não necessariamente a decadência sexual é o único caminho a seguir. Até porque, ainda que mais serena, as relações sexuais podem ser divertidas e prazerosas. Conhecendo melhor os caminhos do parceiro, você se sente mais à vontade na cama, sabe o que o outro gosta, talvez já tenha experimentado algumas coisas e também descoberto sobre você.</p>
<p>Acontece que muitos ainda usam a frequência sexual como um termômetro. Então saiba que a cobrança pode prejudicar a relação entre os lençois. Ainda que estejam transando menos isso não significa que o amor tenha chegado ao fim. E usar isso como critério é reduzir o relacionamento ao sexo. Nada por si só mais brochante.</p>
<p>Deve-se, isso sim, se preocupar quando o casal vai se habituando ao jeito de agir e passa a não perceber as necessidades ou insatisfação do outro. Um <em>modus operandi</em> sem nada de especial. A cama é o  lugar de deitar quando se está com sono e a monotonia está dançando chácháchá na sua frente. Casais consumidos pelo tédio perderam a comunicação verbal ou não verbal. E claro que isso vai repercurtir na esfera sexual. É preciso chamar o outro para uma conversa franca. Não estou falando de um inventário sexual, mas de nada vai adiantar serem pessoas que se encontram no final do dia e no início do mês dividem as contas. A idéia é dividir mais as rotinas.</p>
<p>Também pode estar ocorrendo uma falta de desejo ainda que momentânea. Pode ser algo do trabalho ou até mesmo falta de espelho ou até higiene. O casal quando mora junto, esquece de cuidar da aparência, e dentro da mesma casa, ela não engana mais ninguém. Algumas hipóteses requerem diálogo, outras autocrítica.</p>
<p>Claro que não é necessário haver uma frequência frenética, até porque o que conta é a qualidade. A natureza do relacionamento pode ser tranquila e, então, meu caro, nada de invejar o leão. É preciso entender que se tivermos investimento para isso, o passar do tempo não faz com que a libido abaixe. Pode haver uma diminuição da frequência sexual, o que não significa falta de desejo sexual. A atração pode estar presente mas não precisa culminar na explosão sexual de antigamente. Estamos entendidos?</p>
<p>Use a criatividade e a imaginação a seu favor, mas varie aos poucos. Nada de assustar o outro para que o tiro não saia pela culatra. Até porque surpresas todos os dias perdem a graça e deixam de ser surpresas. Como equilibrar novidade e rotina? O bom senso deve ser o responsável por tal resposta. Use com moderação para não tornar um hábito. E relaxe: é invevitável que as repetições ocorram.</p>
<p>É preciso pensar além do financiamento do carro, da inflitração no banheiro ou da reunião de condomínio. Com o passar do tempo, deixar a chama acessa é um dever dos dois. A responsável pela anti-rotina não é só a mulher. Na, na, ni, na, não. É dever dos homens também manter o tempero sexual. Precisamos admitir que todos nós podemos fazer melhor e pensar com criatividade em formas de evitar a monotonia.</p>
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		<title>Essa nossa (des)conhecida</title>
		<link>http://www.tercaemmovimento.com.br/site/ana-paula-veiga/essa-nossa-desconhecida</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 02:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Fala-se tanto da preocupação dos homens com seus instrumentos, que parece que as mulheres não se preocupam com seu playground. Na verdade, não são só elas. Capaz de cutucar o ego masculino, eles se preocupam também. Sede da criação da humanidade, o canal do nascimento também é o canal do prazer tanto feminino quanto masculino.
 
Pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Fala-se tanto da preocupação dos homens com seus instrumentos, que parece que as mulheres não se preocupam com seu playground. Na verdade, não são só elas. Capaz de cutucar o ego masculino, eles se preocupam também. Sede da criação da humanidade, o canal do nascimento também é o canal do prazer tanto feminino quanto masculino.</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong> </strong></p>
<p>Pelo fato da vagina ser um órgão interno, muitas mulheres ainda têm pouco contato com ela. Enquanto os homens se tocam todos os dias, mesmo que seja para irem ao banheiro, as mulheres passam rapidamente um papelzinho: há um outro na relação delas com o seu corpo. Já pararam pra pensar quantos quilômetros os homens estão na frente? E as mulheres lá, sendo ajudadas pelo papel higiênico. Não estou pedindo que nenhuma de vocês se sequem com as próprias mãos, combinado? Existem formas mais higiênicas de se fazer isso e outros momentos para se tocarem.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, a vagina é o canal do órgão sexual feminino e parte do aparelho reprodutor, se estendedo do colo do útero à vulva. Com paredes elásticas que permite a entrada do pênis ou a saída de um bebê, tem ou teve sua entrada protegida pelo hímem, uma membrana fina com formas diversas, rompida normalmente nas primeiras relações sexuais. Com a excitação, o canal vaginal fica lubrificado e o colo do útero é empurrado para cima, aumentando a sua profundidade que se mantêm estável independente de quantos homens já passaram por ali ou continuam passando.</p>
<p>Poucas sabem que a maioria das terminações nervosas responsáveis pela sensação de prazer encontra-se no primeiro terço vaginal. Não é à toa que podemos usar OB sem nos sentirmos incomodadas por aquilo estar lá dentro enquanto caminhamos, fazemos compras ou vamos ao cinema. Ou seja, o prazer da penetração profunda tem mais a ver com o emocional do que com o fisiológico.</p>
<p>A estimulação sexual é capaz de deixar os músculos vaginais em forma e saudáveis. Falei em músculos, não é? Então, como qualquer outro do seu corpo recebe oxigênio através da corrente sanguínea. E quanto mais exercício feito, maior a oxigenação e maior a sensibilidade. Então, não deixe de se exercitar e cuidar de quem proporciona tanto prazer para você. De qualquer forma, como acontece nas academias, onde também malhamos músculos, só tenha cuidado com o over trainning.</p>
<p>Agora, meninos fiquem atentos: com milhares de terminações nervosas, o clitóris é o único órgão que tem a singela função de proporcionar prazer. Descansem em paz: nós não temos inveja do pênis coisa nenhuma. O clitóris fica muito contente com um carinho, mas é preciso delicadeza. Vou dar uma ajudinha: pense no próprio testículo, ou seja, pode-se fazer várias coisas, de várias formas, mas sempre suave.</p>
<p>Muito vaidosa, ela adora um espelho. Por tanto, dê esse prazer pra vocês duas. Vocês provavelmente se entenderão bem melhor depois dessa descoberta mútua: você conhece melhor o seu corpo e ela te diz se há alguma alteração revelando que algo não vai muito bem lá embaixo.</p>
<p>E outra coisa importante: a sua alimentação interfere no que acontece por lá viu? Quando come derivados de leites e bebidas lácteas, por exemplo, a flora vaginal se mantém defendida. Já o álcool é capaz de diminuir a imunidade do organismo, propiciando infecções vaginais.</p>
<p>E mais: ela  fica super feliz se você não dorme todos os dias de calcinha. Ela gosta de respirar, por isso também você não deve usar meia-calça todos os dias. Evite biquíni molhado e quando estiver menstruada, troque o absorvente a cada 2 horas. E por último mas não menos importante, cuide dela fora de casa também: use camisinha!</p>
<p>Tá vendo como esse relacionamento pode ser agradável e de fácil convivência? Se você não for tão próxima dela, estreite essa ligação. Vocês só têm a ganhar.</p>
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		<title>DESCONTOS DA LISTA AMIGA</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 15:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tercane</dc:creator>
				<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Cadastre-se na Lista Amiga para garantir descontos especiais na bilheteria do evento.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Cadastre-se na <a href="javascript:abrir(&quot;http://www.tercaemmovimento.com.br/listaamiga.htm&quot;);"><span style="color: #000000;">Lista Amiga</span></a> para garantir descontos especiais na bilheteria do evento.</p>
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		<title>Retrato Falado</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 22:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem mais complexo do que sua aparência, esse centro de lazer é um órgão que poucos conseguem decifrar. Seguidor de regras próprias, ao mesmo tempo que pode ficar ereto quando menos se espera, na fila do supermercado, por exemplo, pode não responder as expectativas nas horas em que mais se conta com ele.

A venereção do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Bem mais complexo do que sua aparência, esse centro de lazer é um órgão que poucos conseguem decifrar. Seguidor de</strong><strong> regras próprias, a</strong><strong>o mesmo tempo que pode ficar ereto quando menos se espera, na fila do supermercado, por exemplo, pode não responder as expectativas nas horas em que mais se conta com ele.</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p>A venereção do pênis como símbolo do poder é antiga e ininterruptamente atualizada. Sua imagem foi usada durante a Antiguidade pelos egípicos, romanos e gregos como uma forma de demonstrar as forças produtoras do Universo, sem nenhuma conotação erótica. O caráter sexual somente foi revelado em torno do século 2 a.C. passando a ser utilizado como arma de sedução. Mas com o aumento da influência cristã, o pênis passou a ser vergonhoso. Não é demais lembrar que o próprio Cristo foi gerado sem a sua participação. Até o século XV, só deveria ser utilizado visando a reprodução, o que levou alguns homens a cortarem o mal pela raiz: castravam-se para eliminar sua parte não só mundana como também selvagem. Tal ato, normalmente feito na infância, os faziam de extrema confiança atingindo altos postos na corte.</p>
<p>De uns tempos pra cá, o pênis passou a ser estudado antes mesmo do nascimento. Cientistas já puderam demonstrar que a partir do 7º mês o feto tem constantes ereções de durações extensas. Fora do útero, Freud foi quem mexeus os pauzinhos para explicar o papel deles na formação social e individual. As mulheres eram as invejosas e os homens os medrosos pelo medo da castração.</p>
<p>A verdade é que sempre foi muito falado, tornando-se pauta de discussão milhares de vezes. Nos discursos feministas simbolizou a opressão. E já foi até ameaçado pelo seu clone de plástico, onde a mulher era capaz de ter um pra chamá-lo de seu, fazendo do verdadeiro um joystick de última geração, que sem manual passou a ser por vezes incompreendido. Fato é que a cada novo desafio esse astro tem de reafirmar sua força e utilidade, ainda mais, quando é possível gerar um ser humano apenas com uma célula-mãe.</p>
<p>Não é à toa que ele ainda é motivo de muitos pensamentos e preocupações. Há quem diga que, por dia, os homens passam 15 horas pensando nele, 2 horas usando e 7 horas se esforçando para não raciocinar com a sua ajuda, já que ele estaria sempre a procura do instinto: uma ereção. Determinado e persistente, muitas vezes é usado como medidor de inteligência. E acredita-se que quanto maior e mais habilidoso for, mais inteligente quem o carrega será. E se estamos falando em tamanho, vale dizer que o pênis cresce, aproximadamente, até os 18 anos quando alcança o formato e diâmetro que vai exibir durante sua vida.</p>
<p>E já que falar sobre pênis é falar sobre ereção, a maioria dos mamíferos possuem um osso chamado báculo. Quando não, cartilagens ou estruturas fibrosas são capazes de sustentá-la como uma resposta mais rápida e até mesmo voluntária, mantida com a mesma força necessária pra deixar um braço levantado. Não com os homens, que talvez por uma compensação são os mais bem dotados entre os mamíferos. Há quem responsabilize as mulheres por terem escolhido machos com informações genéticas mais agradáveis. Mas se a forma do pênis é ideal para elas, para eles ainda é um mistério. Comportamento nem sempre entendido pelo universo feminino que tem a sexualidade distribuida pelo corpo. O homem, falocêntrico, sintetiza a expressão de prazer, virilidade, paternidade e procriação, na força do seu órgão.</p>
<p>Sem o báculo, para dar uma mãozinha aqueles com dificuldades eretivas, o Viagra foi a primeira e a mais conhecida medicação. Descoberta ao acaso, durante pesquisas sobre drogas cardiovasculares, teve seguidores concorrentes no mercado. Tal medicação não é facilitadora nem indutora, é necessário que haja desejo e estimulação sexual eficiente. A droga só provoca a vasodilatação, mantendo e prolongando a ereção, o que também não signigica que prolongue o ato sexual, não sendo indicados em casos onde não se consegue controlar a ejaculação.<strong> </strong></p>
<p>E falando nela, vamos falar sobre onde o seu produto é construído: os tésticulos, uma fábrica de espermatozóide e testosterona. Novos espermatozóides demoram 3 meses para estarem prontos para ação, sendo que cada ejaculação traz 300 milhões deles que percorreram 8 metros até chegar a extremidade do pênis. Já os testículos, como não podem se desenvolver adequadamente na temperatura corporal normal, se localizam dentro da bolsa escrotal e devido a função de termorregulação se afastam ou se aproximam do corpo, a fim de se manterem sempre abaixo da temperatura do corpo. Assim para garantir o futuro da espécie, esqueça cuecas apertadas e banhos quentes.</p>
<p>Vamos continuar dissecando o pênis? Na sua extremidade, encontra-se a glande ou cabeça, revestida pela mesma pele dos mamilos e lábios que por ser extremamente enervada, torna-se um local de extrema sensibilidade. Nela visualizamos a abertura da uretra, canal que tem a função de expelir a urina e eliminar o líquido da ejaculação, sendo que durante a ereção os músculos localizados na entrada da bexiga são contraídos para que urina e sêmen não se misturem.</p>
<p>Pelo fato da glande ser um local muito sensível, fora da ereção, ela é protegida por uma pele chamada prepúcio que deve ser puxado e higienizado a fim de retirar o esmegma, uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas.</p>
<p>Entendido até aqui, vai um apelo aos donos ou usuários: cuide da imagem dele. Não mais como uma entidade separada. Se não sobe, toma-se remédios, se está pequeno, coloca-se prótese. Ele já foi venerado, abusado, hoje é visto como um bem material, ainda que continue sendo o orgulho masculino. Um órgão que não exige muito do pensamento, mas que se provocado pelo desejo opera transformações de fato visíveis. É preciso livrá-lo de toda a fadiga e tranquilizá-lo um pouco para aproveitar a diversão que vem junto com o seu uso consciente.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;">* * * * * * * *</span></p>
<p style="text-align: center;">Quer sugerir um tema? Envie opiniões, críticas e sugestões de temas para: consultoriodesexologia@gmail.com</p>
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		<title>Ah, o amor&#8230;</title>
		<link>http://www.tercaemmovimento.com.br/site/ana-paula-veiga/ah-o-amor</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 02:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anapaula</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANA PAULA VEIGA - SEXUALIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia um amigo meu falou que os homens das cavernas é que eram felizes. Eles pegavam as mulheres pelos cabelos, arrastavam pra primeira gruta e só. Simples assim. Hoje há um script enorme para o pobre candidato preencher e insatisfações constantes com os relacionamentos. Apesar disso as pessoas estão mais individualistas e as relações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Outro dia um amigo meu falou que os homens das cavernas é que eram felizes. Eles pegavam as mulheres pelos cabelos, arrastavam pra primeira gruta e só. Simples assim. Hoje há um script enorme para o pobre candidato preencher e insatisfações constantes com os relacionamentos. Apesar disso as pessoas estão mais individualistas e as relações mais efêmeras. Será que nos transformamos em pessoas dúbias</strong><strong>?</strong><strong> No que será que os relacionamentos estão se pautando</strong><strong>?</strong><strong> Ou melhor, o que será que as pessoas estão procurando</strong><strong>?</strong><strong> </strong></p>
<p>Vi um programa no GNT há um tempo que uma das apresentadoras falava sobre uma expressão criada por ela: amor mamífero. Seria o amor de aconchego, de dormir juntos para aproveitar o calor do outro e permitir que ele se esquente com o teu. Não é um amor de eu digo que te amo e você se responsabiliza pelas minhas emoções. É um amor de quero você perto pra sentir o seu cheiro e me abastecer nele, quero você crescendo mesmo que isso signifique que você vá para uma direção diferente da minha e a gente não se encontre.</p>
<p>Parece que esse tipo de amor anda em falta no mercado popular atual. A partir daí, começamos a ver as célebres cenas: um bonitão se aproxima de uma bonitona, já com os 2 braços em cima, analisando a caça. Quando a presa sabe que não terá forças contra seu temível predador, e as vezes nem quer mesmo evitar, ela se entrega para o bote final. E agora? O que fazer? Bem, agora é hora de aproveitar o tempo perdido, que eu bem diria, nem encontrado, e comer e se deixar devorar. Mas aí volta-se pra casa, onde a cinderela vira abóbora nesse conto de fada do avesso.</p>
<p>O que percebo é que perdemos o hábito de nos abraçar, de nos preocuparmos com os outros, de amarmos de uma forma genuína. Eu te amo não porque você me dá algo em troca, mas porque eu sou capaz de me transformar na sua presença. É justamente disso que se reclama. Onde estão as pessoas para eu amar, capaz de me amar? Elas estão por ai, experimentando. Elas querem coisas novas mas buscam a originalidade naquilo que deixou de ser original. Claro, óbvio e evidente que também há a chance de mudar e para isso há um ditado que diz: se quer aquilo que nunca teve, faça aquilo que nunca fez. Ou seja, está na hora de darmos voz as experimentações.</p>
<p>Não quero dizer que as relações de mãozinha dada no sofá ou olho no olho eram as melhores, ou que o padrão anterior era mais intenso. Isso quem sabe ainda seja pouco para aonde pretendo chegar. Até porque não  podemos voltar atrás. A nós nos cabe aprender com as mudanças, respeitá-las, questioná-las e entendê-las.</p>
<p>No  meio de tudo isso aonde entra o amor e aonde fica o sexo? Peço ajuda da Rita Lee que nos falou uma vez que sexo vai embora e amor demora. E continuo as suas palavras dizendo que o sexo é instinto, é fome, é singular que pode ser plural ou plural que pode ser singular. Amor é diário, se contrói dia a dia, aprendendo com as diferenças, dando uma volta nas dificuldades presentes.</p>
<p>E dentro desse sentimento, me atrevo a separá-lo em dois: o maduro e o imaturo. O segundo, usa o outro em prol do seu bem estar ou projeto pessoal. Os parceiros se grudam como laranjas que encontraram sua outra parte e sozinhos são só metades. Presos e reféns, da própria pena e da própria história.</p>
<p>Mas para a maioria o amor ainda é um filme de excelente qualidade, bem colorido, passado num telão com bastante audiência e fila de espera, o que te leva a comprar o ingresso com certa antecedência e direito a <em>happy hour</em> ou <em>happy end</em>.</p>
<p>Estamos numa cilada. Ao mesmo tempo que juramos que queremos um relacionamento sério, as marcas impresas não permitem que se encare de frente tanto a si próprio quanto ao outro. Você tem noção de quantas pessoas bacanas deixou passar por simplesmente não acreditar, não aceitar, pelo medo de se entregar? A garantia do relacionamento é a garantia de troca caso o usuário esteja insatisfeito com a escolha. Mas troca-se de pessoas, de sentimentos, de expectativas? É isso o que você realmente quer? Acredita que não vale a pena esperar e ver o que aconteceria logo ali, na próxima cena?</p>
<p>Se nossos avôs não tinham opções em se relacionarem, nossos pais tiveram um pouco mais e nós temos muito mais. Dentro desse parque de diversões, os brinquedos nos assustam ao mesmo tempo que nos excitam, tamanha a diversidade de emoções que são desencadeadas por eles. Só que o parque da vida não funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. A fila da gangorra é substituída pela fila do banco, pela fila do posto de saúde. Deixamos de ser super homens e temos que ir para o “super mercado” mesmo.</p>
<p>Muitas vezes passo a acreditar que as pessoas não souberam usar a liberdade que foi dada. As pessoas estão se dando sem estarem se doando. É um dar vazio que não completa ninguém pois sexo é puro instinto e somos mais do que ele.</p>
<p>Todo mundo procura por ser cuidado, por uma relação. Então porque será que é difícil de encontrar? Será que deixamos de acreditar nas pessoas e acreditamos no sexo porque podemos chegar ao nosso próprio prazer com ele? Será que estamos transformando o sexo em uma masturbação coletiva e dentro da nossa individualidade não queremos dividir esse prazer com mais ninguém. O último pedaço é meu, berra a sua criança enquanto olha pras outras tigelas ainda em cima da mesa.</p>
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<p style="text-align: center;">Quer sugerir um tema? Envie opiniões, críticas e sugestões de temas para: consultoriodesexologia@gmail.com</p>
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